home office

A pandemia do novo coronavírus atingiu a maioria das empresas e tornou necessária a adaptação do trabalho físico para o home office para manter o negócio e o quadro de funcionários em segurança. O modelo, que até então era inovador e somente uma tendência longínqua, passou a se tornar obrigatório e a deixar evidente suas vantagens.

Antes de continuar, vale a ressalva de que hoje o que muitas empresas e trabalhadores vivenciam não é home office, e a produtividade exagerada não é o que queremos chamar de “novo normal”.

Estamos em um momento atípico, em que nossas atenções são chamadas por diferentes emissores. A pressão pode aumentar, a ansiedade idem, as horas trabalhadas também. Mas de novo: isso não é o home office original.

Quando criamos a Home Agent, a primeira operação de atendimento do Brasil baseada totalmente em home office, em 2011, muito pouco se falava em trabalho remoto. Diferentes desconfianças pairavam sobre o assunto – principalmente dos gestores.

Abordar o assunto de home office no Brasil sempre teve muitas barreiras, principalmente culturais. Era um tema sobre o qual gestores não queriam ouvir: sempre pairou uma desconfiança sobre produtividade, comprometimento, tempo de trabalho e qualidade das entregas. Do dia para a noite, viram-se obrigados a adotar esse modelo e perceberam que as dúvidas e ressalvas ao modelo não eram significativas – a prova disso é a quantidade de empresas que passaram, a partir do período de isolamento social, a adotar o trabalho remoto parcial, pelo menos, para seu time.

Acreditamos que essas desconfianças não têm sentido e que mantermos as pessoas em casa, sem deslocamentos diários, perto da família, faz a diferença. Torna nossos colaboradores felizes, produtivos. E a felicidade vende – podemos provar.

Para evitar a reclamação de muitos que começaram a trabalhar remotamente no período de pandemia, temos processos e ferramentas de gestão de produtividade e carga horária que entregam qualidade ao nosso quadro de funcionários e fizeram com que nosso serviço seguisse idêntico ao período pré-coronavírus. Do lado do colaborador e do gestor.

Empresas que passaram a adotar o trabalho remoto permanente a partir do momento de isolamento social não são mais pioneiras. Hoje elas seguem uma crescente demanda por parte dos colaboradores. O home office, quando bem adotado, permite que as pessoas equilibrem melhor todos os aspectos da vida e suas atividades.

É a tendência do futuro: dedicar tempos iguais ao trabalho e à vida pessoal. E é também uma das grandes reclamações dos brasileiros, que por muitas vezes, além da carga de horas semanais no trabalho, ainda gastam horas no deslocamento diário.

E o engajamento no trabalho remoto, perguntam? Existem perfis adequados de colaboradores que gostam do home office e isso é aspecto essencial a ser levado em conta. No geral, ferramentas de gestão e a equipe de recursos humanos dão conta de manter pessoas próximas à organização.

Um dos pontos que mais nos orgulhamos sobre o trabalho remoto é a possibilidade de termos impacto positivo na vida de pessoas que não poderiam exercer função fora de casa. Conquistamos, nesses nove anos de mercado, equipe qualificada, com experiência e maturidade no relacionamento com o cliente, e alcançamos número de turnover perto de zero.

Alguns números comprovam o modelo de sucesso: 60% da nossa equipe possui curso superior, a média etária dos colaboradores é de 35 anos (10 anos a mais do que a média de mercado) e 93% são mulheres. É um recorde no nosso mercado.

O nosso impacto vai ainda além: o trabalho remoto tem aspectos que beneficiam o meio ambiente. Cada colaborador da empresa economizou, em um ano, quatro horas no trânsito por dia – ou 60 dias de vida em um ano. Ao final de 2020 vamos ter devolvido pelo menos 16 mil dias em qualidade de vida para os colaboradores, mais de 340 mil viagens de transporte público e evitado a emissão de 180 toneladas de carbono na atmosfera com este deslocamento.

É possível entregar impacto positivo com felicidade e melhores resultados. Os processos são os mesmos, a maneira de se operá-los é que muda, com ferramentas, rituais e controles diferentes. Engana-se quem pensa que somente a tecnologia passa por transformações. O cenário mudou e a sociedade também, estas mudanças estão forjando nossa cultura social e empresarial, daqui pra frente será diferente. O home office não é mais uma tendência, ele é o presente e o futuro.

*Esse artigo foi escrito pelo CEO da Home Agent, Fabio Boucinhas, e publicado originalmente na coluna GazzConnecta, do site Gazeta do Povo. Você pode acessá-lo aqui. Para saber mais sobre nossas soluções de Atendimento ao Cliente baseadas no home office, fale com a nossa equipe.

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